POEMA
VOZ INTERIOR

Edinor Avelino
No mundo a glória é vã, é falsa à glória.
Outro ambicione, delirante, espere-a,
Como se fosse uma áurea luz sidérea
Que eternizasse a vida transitória
Que vale um nome, andar, depois na história
Para o espírito isento da matéria?
Um nome há de perder-se graça etérea
De olvido pela noite merencória
Glória, licor que, a alguém que o experimente,
Enche de orgulho, de vaidade e engano,
Embebedando, deliciosamente
Glória, há de ser um esplendor pretérito,
Sol que se apaga no destino humano
Compensação efêmera do mérito.
Escrito por Acácia Maia às 17h54
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